PLATAFORMA MOTIPHY | Pilates Clínico


A fisioterapeuta Márcia Andrade licenciou-se em Fisioterapia e desde aí priveligiou a sua contínua formação profissional, com pós-graduações em Fisioterapia em Condições Músculo-esqueléticas e em Reeducação Postural Global e formação em Neurociências da Dor.

Tem 100+ horas de formação avançada em Pilates Clínico: Pilates Solo para Fisioterapeutas, Sequências de Matwork no Espelho e Certificação Internacional Pilates Clínico Matwork (pelo APPI).

Nesta entrevista temos a oportunidade de conhecer mais sobre o seu percurso e opinião para o Futuro da Saúde!


05/11/2020





Como descreveria o tipo de trabalho e intervenção que realiza na sua prática clínica?

Na minha prática clínica trabalho em contexto privado. Isto significa que algumas das pessoas que nos procuram ainda não procuraram ajuda com outros profissionais de saúde, então somos profissionais de primeiro contacto. Responsabiliza-nos e exige de nós conhecimento para o melhor acompanhamento possível dos nossos clientes. Assim, a minha intervenção passa maioritariamente pela educação para a saúde, a pessoa deve saber o que esperar da sua situação de saúde, o que pode melhorar, como pode auto-gerir os seus sintomas, etc. Além disso, passa também pela confiança para o movimento em que a pessoa volta a realizar a sua rotina de forma confiante e que normalmente se faz através do exercício.


Com a evolução digital e do estilo de vida dos últimos anos, que novas necessidades tem observado nos pacientes?

As pessoas hoje vivem de forma apressada, têm muitos compromissos, horários a cumprir e procuram resultados rápidos. Têm pouco tempo para deslocações e para estar em consulta e, quando chegam até nós, por vezes já pesquisaram online, já viram o que costuma funcionar para situações semelhantes, e querem ter os mesmos resultados que encontraram, no menor tempo possível.

Os utentes percebem que a evolução da sua situação depende muito da sua atitude e compromisso com a sua saúde. Por isso, são mais responsáveis e envolvem-se cada vez mais no tratamento, procurando estratégias e exercícios que possam replicar em casa, sem precisarem da presença do fisioterapeuta.


Como surgiu o Pilates Clínico e porque é que se trata de um método de treino tão pertinente?

O Pilates Tradicional foi, em grande parte, utilizado por bailarinas. A fama do método cresceu e com o passar dos anos e com a procura de aulas por pessoas com diferentes objectivos e necessidades, surgiu o Pilates Clínico.

No Pilates Clínico os exercícios de Pilates Tradicional foram divididos e modificados para que pessoas sem preparação física, com condições clínicas específicas, com limitações ou dor, i.e. todas aquelas para quem os exercícios tradicionais eram inaplicáveis, pudessem praticar de forma segura e adequada aos seus objetivos.

O Pilates Clínico permite assim que, após uma avaliação inicial da história pessoal e clínica e da performance física de cada pessoa, nós [Fisioterapeutas] possamos personalizar as aulas aos objectivos de cada um.


Que tendências lhe parecem estar a emergir na prestação de cuidados de saúde, enquanto Profissional de Saúde?

A pandemia veio mudar a forma como a fisioterapia atua. De um momento para o outro, tivemos de acompanhar os nossos clientes por telefone, videochamada, gravar exercícios e aulas e surgiu a teleconsulta.

Durante este tempo surgiu alguma evidência científica sobre a fiabilidade das teleconsultas nos que toca à avaliação em fisioterapia de cada pessoa e os resultados iniciais foram bastante promissores. Além disso, as pessoas gostaram da dinâmica de serem acompanhadas em casa com a mesma qualidade do presencial.

Parece-me que tanto a teleconsulta, como as aulas e exercícios online personalizados são uma tendência futura na prestação de cuidados de saúde.


Qual o impacto que vê na incorporação de soluções tecnológica e inovação digital, em Fisioterapia Músculo-esquelética e Pilates Clínico?

A tecnologia já faz parte das nossas vidas. Portanto faz todo o sentido aproveitar esse facto para melhorar a qualidade dos serviços prestados quer em Fisioterapia Músculo-esquelética, quer no Pilates Clínico.

Como disse anteriormente, as pessoas procuram soluções rápidas e isso pode perfeitamente passar pela inclusão da tecnologia no plano de recuperação. Por exemplo, imaginemos uma pessoa com dor no ombro que se encontra numa fase de reintegração no movimento e exercício específico. A integração de soluções tecnológicas pode diminuir o número de sessões de fisioterapia. Primeiro pela possibilidade de programação dos exercícios para fazer em casa que diminui o número de idas à fisioterapia, como pela repetição dos exercícios que pode levar a uma recuperação mais rápida e necessidade de menor número de sessões.

Já no Pilates Clínico, como falamos em personalização de aulas para cada pessoa podemos ter uma avaliação que precise de maior ênfase no trabalho de glúteo, por exemplo. Então, integrando a tecnologia podemos criar um plano de exercícios de Pilates Clínico de treino para a pessoa integrar mais facilmente a aprendizagem nas aulas.




Como surgiu esta parceria com a Clynx? Porque é que nos considerou [Clynx] um bom parceiro neste desafio de Digitalização do Pilates Clínico?

A nossa parceria surgiu de um vídeo de apresentação do projecto a que eu assisti. Gostei imenso do conceito e identifiquei-me com a missão da Clynx - melhorar a experiência de fisioterapia e a saúde das pessoas.

Entrei em contacto com a equipa, com quem partilhei que gostava de colaborar com o meu conhecimento e paixão pelo Pilates Clínico. De forma muito natural percebemos que juntos poderíamos acrescentar valor aos fisioterapeutas e, principalmente, à saúde das pessoas, o que se veio a concretizar no projeto colaborativo de inclusão de Pilates Clínico na Plataforma Motiphy.

Admiro o empreendedorismo da equipa da Clynx e o facto ser pioneira na sua área em Portugal. Como me vejo como empreendedora, fez-me sentido colaborar e ajudar a Clynx a tornar-se, também, pioneira na Digitalização do Pilates Clínico.




✍️ info@clynx.io